sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Dejavu
Já falei aqui sobre este romântico factóide chamado UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). O nome, mais um, é pomposo. O resultado prático disso começa a se apresentar: assaltos a prédios, sequestros-relâmpagos a motoristas, forçando-os a irem aos seus próprios apartamentos, arrastões em túneis, pedras atiradas em vias expressas e outras barbaridades regadas a doses cada vez maiores de violência e crueldade, típicos destas últimas gerações de fascínoras que povoam as "comunidades" (como político gosta dessa palavra!) da cidade.
Não é com UPPezinha na favelinha que se resolverão os problemas de violência. Isso é coisa pra inglês, e o COI, verem. É muito cômodo para o governador, que vive na Europa e tem viatura da PM 24h por dia na porta de casa, abrir aquele sorrisão e fazer o 'V' da vitória com os dedos. Mais uma vez, varre-se a sujeira para debaixo do tapete. Ninguém ousa combater as reais causas da violência nestes lugares: índice de natalidade incompatível com a renda, total ausência de valores familiares (é sempre aquela estória: o pai era traficante e morreu, a mãe é viciada em crack ou alcóolatra) e, principalmente, total ausência de Estado, provendo transporte, saneamento, educação e saúde.
Somos um país cretino, feito de homens públicos cretinos (em sua esmagadora maioria). Com a nossa cultura "carnavalesca", "tchanzesca" e "funkeira", estimulamos a sexualidade nas crianças desde cedo, mas nos chocamos com adolescentes tendo filhos a rodo e outros escândalos de ordem sexual. Nossa Constituição, e seu horrendo filhote ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), é uma síntese da pobreza política deste país: leniente com a ilegalidade, não pune, dá mais direitos do que deveres aos infratores da lei. Nosso sistema prisional é medieval, fábricas de criminosos em série. A corrupção, de tão entranhada, parece já fazer parte de nosso DNA. Pra se ver o QUÃO mais embaixo é o nosso buraco, do que simplesmente instalar UPPs por aí. Não há "cujones" para encarar o drama de frente. Só se empurra com a barriga.
Somos um país repleto de gargalos estruturais: não há malha ferroviária (presente em todos os países desenvolvidos), estradas perigosas e esburacadas, portos insuficientes, défcit escolar, saúde na UTI, sem contar a carga tributária extorsiva e a burocracia extenuante .
É com esse clima que estarão todos lá, Eduardo Paes, Sérgio Cabral e Lula, no próximo dia 02 de outubro, em Copenhagen, para a escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 20016. Não é justo o que fazem com o povo, essa chantagem barata para conseguir apoio à causa, dando "em troca" o sonho e a esperança de que, um dia, possa usufruir de um metrô, ver minhas lagoas limpas, enfim, o tal legado dos Jogos. Como já vi esse filme no Pan...
TÁ PHODA!
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Olho Nela
Este blog pede licença pra falar um pouco de MPB, que não é muito minha praia.Anna Luisa, ou Anninha (para os íntimos), é uma doce e meiga menina do Rio de Janeiro, dona de uma voz firme, suave e muito afinada. Conheço a Anninha desde minha infância, fomos criados juntos no Alto Leblon, pois seu irmão e eu somos melhores amigos, tanto que ele é padrinho da minha filha.
ANNINHA, VOCÊ ARREBENTA!
sábado, 12 de setembro de 2009
Sabadão Bom
O evento inclusive "importou" o árbitro do UFC "Big" John Mc Carty, famoso pelo bordão "Are you ready?!!", aquela perguntinha feita aos lutadores antes do gongo soar, que os caras pensam "Agora f...". Sinal de que quer impressionar mesmo.
Já na área musical-eletrônica, duas putas festas disputam o coração, e o bolso, da juventude dourada carioca. No Morro da Urca rola H.O.M.E., com duas pistas, visual sem igual da cidade, Jon Gurd (UK) e Tocadisco (ALE) de headliners. Ainda se apresentam os onipresentes Flow & Zeo, Nepal, Renato Bastos, Flutuance, Rafael Nazareth e VJ Comparsas.
No tradicional espaço da Casas Franklin, no Centro, a galera da Moo faz outra edição de um de seus filhotes, a MoonãoMoo. Aquele excelente serviço de sempe, fashionistas e fashion victms se unem em transe coletivo como se não houvesse amanhã para ouvir os sets de Eduardo Christoph, Gustavo Tatá, Osborne (US) e Richard Sen (UK).
HAVE FUN!
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Vacilão
Hoje, vendo esse escândalo do Nelsinho Piquet, vem à mente a imagem de um playboyzinho que herdou apenas a marra do pai. Queimou o filme geral, pra sempre de repente. É o menino mimado que, não conseguindo se dar bem, sai espinafrando tudo e todos. Fico pensando: como é que o Piquet pai, malandro que é do circo da F-1, deixa o moleque fazer isso? Ele sabe exatamente como a banda toca!
Pra completar a cagada, ainda rola uma treta de que ele morava com UM coroa em Oxford, e que Piquet pai pedira a Flavio Briattore (chefe da equipe Renault) pelo amor de Deus pra dar um jeito, separar o "casal". Aiiiiiii !!!!!!!! Isso tá ficando cada vez pior!!!
Enfim, ficar sem conseguir pagar as contas no fim do mês ele não fica, mas e agora? Tão novo e tão queimado....
terça-feira, 8 de setembro de 2009
The End
Sem querer discutir aqui o mérito da questão, um fato é cristalino como água: para redimir-se de seus pecados éticos e morais, a opinião pública há muito elegeu a música eletrônica, principalmente as festas "open air" e o funk, falando do Rio particularmente, como verdadeiras encarnações do satanás.
Quando surgiu, no meio da década de 90, a XXXperience representava para aquela geração o que Woodstock representou para os hippies: um movimento libertatório, produzido para um público que via ali a chance de dançar e se divertir como se não houvesse amanhã, nem depois de amanhã. O contato com a natureza, o som psicodélico, a sensação de que os clubs (dentro dos claustrofóbicos ambientes de concreto) já não comportavam mais as necessidades sensoriais daquelas pessoas, faziam da XXX, e de outras memoráveis festas da época (Mega Avonts, Celebra, Trance Fusion e a própria Cosmic Spices, a única rave que eu fiz na via, só para citar algumas), verdadeiros acontecimentos, que mobilizavam um público desbravador e inovador, hedonista e escapista. Uma geração inteira que se conhecia pelo olhar, quase que pelo nome!
Os anos passaram, edições se sucederam em uma velocidade cada vez maior, o público explodiu.
A XXX tornou-se uma marca valiosa, cuja força verificava-se na venda de produtos ligados ao evento: camisetas, cds e dvds eram a prova do potencial comercial da festa. Mas o que era a contra cultura havia se tornado uma label com forte viés capitalista, sem que isso seja necessariamente uma crítica; afinal, o mundo roda pra frente.
Paralelamente, crescia a percepção na opinião pública de que as raves eram um território pecaminoso, que levavam seus inocentes filhotes para a perdição total.
Implacável como o Magnun 44, jamais houve o real interesse em se discutir, sem falsas moralidades, porque tais eventos atraíam tantos jovens: apenas para o uso e abuso de substâncias psicotrópicas? Não seria aquilo um claro recado à sociedade, de que algo lhes faltavam no que a eles era oferecido? Não seria aquilo a maior revolução cultural de uma geração em décadas?
Não, preferiram o caminho mais curto, cômodo e óbvio para acalentar corações e mentes de pais tão aflitos quanto desinformados: a censura, a proibição, o abuso da lei para asfixiar até "os 3 tapinhas" que encerram um combate.
Ignoram, em nome do conforto individual de não querer enxergar certas verdades, o uso e abuso de drogas em qualquer tipo de evento que reúna música, suor, alvoroço e multidão. Vêem somente o querem ver. Ouvem somente o que querem ouvir. Os ensaios das escolas de samba, por exemplo, são reconhecidamente uma lucrativa fonte de renda para muitas facções que comandam o crime no Rio. Na quadra da Mangueira tinha até passagem secreta pro "escritório" da boca. Nos camarotes da Sapucaí, o pó come solto duas noites seguidas.
Mas, e daí né, isso é só um detalhe, quem ousa mexer com o samba secular, de Cartola, Noel e Jamelão? Desprezam o trabalho e o mérito artístico, valorizam a transgressão e os clichês.
Enfim, a música eletrônica não vai morrer nas grandes cidades, estão aí os clubs para provar. Porém, parece cada vez mais impensável a realização de festas open air dentro do perímetro urbano. A sociedade prefere não se chocar com o transe coletivo; é mais fácil aprisionar todos em festinhas temáticas, com "gente bonita" e outras coisinhas chinfrim, com hora exata pra desligar o som e "ralá" peito. Toquem house (em todas as suas variações) de preferência, para passar a todos o chiquè da e-music, que agrade às autoridades e patrocinadores.
A e-music "encafonou", mas não morreu. Levem a XXX pro meio do mato, façam um festival anual em alguma cidade que os acolha com carinho, sei lá, mas por aqui falo que tá brabo.
Pra finalizar, segue abaixo (com direito a video e tudo pra acompanhar a letra), uma homenagem deste humilde blogueiro a todas as pessoas que um dia se "libertaram" em alguma rave perdida nos anos 90 e conheceram uma tal de música eletrônica.
THE END -THE DOORS
This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the endI'll never look into your eyes...again
Can you picture what will be
So limitless and free
Desperately in need...of some...stranger's hand
In a...desperate land ?
Lost in a Roman...wilderness of pain
And all the children are insane
All the children are insane
Waiting for the summer rain, yeah
There's danger on the edge of town
Ride the King's highway, baby
Weird scenes inside the gold mine
Ride the highway west, baby
Ride the snake, ride the snake
To the lake, the ancient lake, baby
The snake is long, seven miles
Ride the snake...he's old, and his skin is cold
The west is the best
The west is the best
Get here, and we'll do the rest
The blue bus is callin' us
The blue bus is callin' us
Driver, where you taken' us ?
The killer awoke before dawn, he put his boots on
He took a face from the ancient gallery
And he walked on down the hall
He went into the room where his sister lived, and...then he
Paid a visit to his brother, and then he
He walked on down the hall, and
And he came to a door...and he looked inside
"Father ?", "yes son", "I want to kill you"
"Mother...I want to...fuck you"
C'mon baby, take a chance with us X3
And meet me at the back of the blue bus
Doin' a blue rock,
On a blue bus
Doin' a blue rock, C'mon, yeah
Kill, kill, kill, kill, kill, kill
This is the end,
Beautiful friend
This is the end,
My only friend, the end
It hurts to set you free
But you'll never follow me
The end of laughter and soft lies
The end of nights we tried to die
This is the end
domingo, 6 de setembro de 2009
Aos Mestres com Carinho
Durante quase duas semanas, por conta da cirurgia que fiz, "hospedei-me" na casa dos meus pais, pois passar os perrengues do pós-operatório sozinho em casa era absolutamente impossível: havia sérias restrições alimentares, só podia me alimentar de alimentos pastosos, e gelados; ou seja, muito milk shake de frutas reforçado por proteinatos e o que mais ajudasse a me segurar em pé. Como todo pós-operatório, fui brigado a tomar doses cavalares de antibióticos, o que f.... meu estômago, com aftas para todos os lados. Nos primeiros dias tinha febres sempre no início da noite (normal, pois era a reação do organismo à severa intervenção a que me submeti). E tome de Novalgina.
Assim sendo, com todos estes perrengues, pude voltar a ser apenas filho. Por duas semanas, abstive-me de todas as nóias e preocupações que nos tomam a cabeça, recebendo em troca todo o amor e carinho que nossos pais são capazes de dar.
A operação, como já disse, foi punk. Mas nada compensa os momentos que passei junto aos meus pais. Senti-me novamente um menino, e como isso é gostoso! E quantos ensinamentos para a educação da minha filha dali tirei. Foi uma completa higiene mental.
Pai, mãe, falar o quanto eu amo e sou grato a vocês chega a ser redundante, mas esse domingo é dedicado a vocês.
Um conselho pra rapaziada que precise passar por ago parecido. Aproveitem cada segundo ao lado de quem te ama incondicionalmente. Não tem preço.
É isso
PEACE!!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Easy Skunking
Hoje, mais velho, pai e mais experiente, não faria tal afirmação. Num país de cabeças tão fracas, suceptíveis à verborragia de um semi-analfabeto como o nosso presidente, onde grande parcela da população é iliterada, funcionalmente analfabeta e desprovida de senso analítico, seria um risco. Creio que não estejamos ainda maduros como sociedade para assimilar tamanha ruptura. Precisamos primeiro nos redimir de todos os nossos pecados morais, reduzir muito mais a miséria, prover nossa população de um modelo educacional que promova o discernimento crítico dos fatos que os cercam. Mas concordo que a maconha deva ser liberada sim. Toda essa discussão que vem tomando conta do mundo é um grande passo nesta direção pois, a luz da verdade, não representa perigo iminente de mortes ou assassinatos. É uma substância totalmente recreativa, e que não pode mais, de forma alguma, ser posta no mesmo saco da cocaína, heroína, crack e outras drogas de verdade. O que falta às nossas autoridades é dar um voto de confiança à medida, reforçando a educação e informação sobre os malefícios e abusos do uso, não só da maconha, como também do cigarro e do álcool. Por exemplo, graças à proibição da propaganda de cigarro e ao reforço na informação, tomadas há 10 anos, temos hoje um número muito menor de fumantes e iniciantes ao uso. Deixando a decisão de fumar ou não fumar ao livre arbítrio de quem quer, o número de novos fumantes caiu vertiginosamente, e que deve cair ainda mais com as novas medidas, que proíbe o fumo em lugares fechados, tendência esta que corre o mundo. Sou um ferrenho crítico da tese surrada criada pelo Estado em associar o usuário de drogas a violência. O poderio de traficantes armados até os dentes advém da relação oferta x demanda de qualquer produto que caia na marginalidade, que seja proibido. Este mesmo raciocínio se aplica à propria curiosidade em experimentar. É patológico do ser humano flertar com o proibido. Alguém já imaginou pessoas subindo nas 'bocas" para comprar uma birita, sujeito a tomar dura de PM e outros esculachos? Pois é, já aconteceu na Chigado do Al Capone nos anos 20/30. O resultado, como todos sabemos, foi desatroso, não restanto outra alternativa que não a volta a legalidade. Míopes, hipócritas e demagogos de plantão, não se iludam. Quando há miséria, pobreza, safadeza, corrupção, não importa qual o produto a ser combatido. O nosso problema é que enxergamos este tema de uma forma distorcida. O cara da Califórnia ou de Amsterdan não está com a sua consciência nem um pouco pesada quando acende o seu baseado. Esta questão, de culpar o usuário pela violência é acobertar a falência do Estado no combate às verdadeiras causas dela: pobreza, miséria, falata de educação, populismo barato e desvios de caráter daqueles que, supunha-se, deveriam nos proteger. Aguardo esta iniciativa com otimismo. Falta avisar a PM.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Welcome Back
Após uma semana literalmente de molho, volto a este querido e democrático espaço pra continuar meu eterno desabafo sobre os temas que nos rondam. A operação a que me submeti foi mais punk do que pensava. Pra quem não me conhece pessoalmente, fiz uma intervenção cirúrgica pra facilitar a abertura do meu arco superior da boca, que é um pouco fechada e que, por conta da minha já avançada idade, não se resolveria simplesmente com aqueles aparelhos que as crianças usam no céu da boca. Sábios médicos, eles sabem como conduzir a auto estima de seus pacientes heheh. Nunca abrem 100% a p... que é. Ainda estou cheio de pontos na boca, ainda "meia bomba", mas felizmente me recuperando dentro do planejado. Só me alimentando de shakes e açais, perdi uma boa parte da barriguinha que me incomodava hehehe. Taí um lado positivo da brincadeira.
Nesta semana que passou, pra variar, nosso políticos foram os protagonistas, com suas interpretações Fellinianas dos graves fatos que assolam o país. Lula, como sempre, regendo esta petética orquestra, vendo de camarote Eduardo "Guarda Abel" Suplicy dando cartão vermelho pro Sarney, quando este já não está nem aí pra nada; afinal o patrão o garante lá na cadeira custe o que custar.
Continuando a calhordice oficial, assistimos todos em horário nobre a mais nova grande descoberta revolucionária do PT: o Pré-Sal, mais um palanque pra candidatura empacada da Dilma, com toques hollywoodianos, discurssos salvacionistas, do tipo "agora o Brasil vai". Manipulam as pobres mentes do nosso povo, pois esquecem-se de dizer que a extração só deve começar a dar algum resultado daqui a 20 ou 30 anos. Mas, como já disse aqui, o PT tem uma necessidade patológica de apresentar-se como o Criador, o grande Messias que livrará o povo de todos os males (PAC, Minha casa Minha Vida, não passaram até agora de grandes factóides). Há 3 anos, se alguém ainda se lembra (afinal, são tantos novos fatos), o homem dos 9 dedos apresentou ao mundo a salvação do caos climático, o Biodiesel, uma alternativa mais limpa e menos poluente aos combustíveis fósseis. Milhões foram gastos em propaganda em horário nobre para apresentar à nação os benefícios do biodiesel, sua contribuição para um planeta mais limpo; Lula foi ao exterior contestar o biodiesel americano, forçar uma puta barra, e por aí vai. E aí, pergunto: o que devem fazer os milhares de pequenos produtores de mamona que caíram no conto da sereia? Enfiar tudo no c...? Esse sifu, coitados.
Saindo do nosso mundinho doméstico, dando uma olhada na América Latina, as piadas já saem prontas. Tá cada vez mais difícil pro humorista profissional concorrer com essa gente: num dia, Lula e Evo Morales posam com colares de folhas de coca no reduto eleitoral do indio cocaleiro, sob o argumento de apoio às culturas daquela região. Tá bom.
Uma semana depois, naquela patética reunião desta Unasul, jogaram tanta praga em cima do Uribe, por causa das bases americanas em seu país, que o cara pegou gripe suína.
Esta gentalha tem conseguido o impossível: ressussitar o comunismo, morto e enterrado há 20 anos; mas um comunismo "camarada", onde vale tráfico de armas, de pó, dolár na calcinha e outras gracinhas.
Somos tão pródigos em produzir escândalos em massa que ninguém mais fala "Fora Sarney"; isso é oldfashion, vamos pra próxima.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
De Molho
Fiz uma pequena cirurgia que me tirou de combate por uns dias.
Mas semana que vem volto com tudo.
Bjs e abs
domingo, 23 de agosto de 2009
Medalha de Lata
É com esse descaso e falta de planejamento que nos julgamos merecedores de sediar uma Olimpíada, daqui a apenas sete anos? É um tempo insignificante, quase nulo, para que consigamos formar adequadamente uma razoável equipe olímpica. Mas na cabeça do Nuzman, do Lula, do Orlando Silva, do Sérgio Cabral, do Paes, enfim, para estes brincalhões, isso é apenas um detalhe, que não pode estragar o oba oba, a nossa euforia terceiro-mundista.
No Brasil o esporte sempre foi visto como uma recreação para as crianças, a educação física das escolas, nada mais do que isso. Aqui o esporte de competição é privado, privilégio de uma classe média que pode pagar a mensalidade da escolinha, do clube ou da academia.
Nunca olhamos o esporte (assim como as artes) como fator determinante de capacitação profissional, como parte integrante do currículo de escolas e universidades. Os Estados Unidos, por exemplo, são uma potência porque o aluno tem acesso à pratica de qualquer esporte de competição, desde a high school à universidade, e vêem ali uma real chance de carreira. Ligas são formadas, integrando escolas e universidades de todo o país. O esporte é parte do sucesso de um aluno durante sua vida acadêmica. Aqui, o esporte atrapalha a vida acadêmica. Quantas potenciais estrelas do esporte tiveram que abreviar suas carreiras ao verem-se na encruzilhada entre esporte e trabalho, principalmente nas classes mais altas?
O sinal de alerta está ligado, mas sabemos que com nossos políticos não adianta. Sabemos que, uma vez escolhidos como sede dos jogos de 2016, aparecerão aquelas empresas oportunistas de plantão patrocinando nossas estrelas já formadas e consagradas, para retorno certo (atenção Ciello, sai fora! Virar garoto propaganda dessas empresas antes de eventos esportivos importantes é mau agrouro. Vide Ronaldinho Gaúcho, Daiane dos Santos e Thiago Pereira com a Oi, antes do Pan. Não arrumaram nada. E o Diego Hipólito, com a Golden Cross, antes de Pequim? Mico.)
Abrirão-se canais de patrocínio para qualquer ONG inetressada em ensinar umas raquetadas, bilhões escorrerão pelos ralos públicos com projetos inócuos e bolsos gulosos e, no final, saudaremos como heróis o carinha que chegou a final B.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Parei (de novo)
Depois de ontem, parei definitivamente.
Não aguento mais ver meu xará falhar mais uma vez. Sua empáfia e auto suficiência só aumentam minha irritação. O Bruno se acha, desde que foi preterido pelo Dunga, lá no início do brasileiro, fez beicinho e coleciona uma cagada por jogo, no mínimo. Ele que não cruze comigo na rua, senão vai ouvir um monte.
Não aguento mais a vergonhosa limitação técnica de jogadores como Airton (com aquela cara de filhote de morcego), Everton Silva, Fabrício e cia. Bola no ataque adversário é um Deus nos acuda. Ninguém toma a bola dos caras, nego faz o que quer na nossa defesa. Se entrar driblando é perigo de gol. Se chutar de longe, idem, já que o Bruno aceita todas. No ataque, esse Everton Silva é pavoroso. Não acerta um cruzamento nem em sonho, mata nossos contra ataques, é ruim na defesa... enfim, é um pesadelo em carne e osso. Quem diria que pudesse lamentar a ausência do funkeiro moicano, p... que pa...
Não aguento mais esse meio campo que não cria, não marca, não faz p... nenhuma. Não temos saída de bola, é só bico e chuveirinho pra área. Esse Fierro é um factóide inventado pelo Caio "Potter" Junior. Reclamava que não tinha chances, o que concordava. Agora que as tem, não as aproveita. Ou seja, é ruim mesmo.
Não aguento mais essa diretoria, ou todas as diretorias que passaram pelo clube nos últimos 20 anos, que transformaram o Flamengo num clubezinho doméstico, achincalhado, pulverizado, esculhambado, endividado, quebrado, doce lar dos chinelinhos e empresários da bola, que sabem ter ali o ambiente favorável para rolos e esquemas de todo tipo. Essa mesma diretoria que ridicularizou o Leonardo, quando este disse que o Flamengo precisa fechar e renascer sob outra filosofia. Vocês é que estão certos né?
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Procura-se um DJ
Já faz algum tempo, venho percebendo no público que frequenta a noite (do Rio pelo menos, onde meu campo de análise é mais nítido), uma profunda mudança de hábitos, e do seu próprio perfil.
Como já falamos aqui, a música eletrônica há muito não pertence mais ao underground, ela conquistou a alma (e o bolso) dos playboys, patricinhas e mauricinhos, novos ricos e ricos nem tão novos assim. Porém, como tudo na vida, esta conquista tem seu preço. Estilos que ajudaram a construir a cena, como o techno, o electro (o original, não esta baba que se vende por aí hoje em dia), ou até mesmo o tech house mais "cabeçudo', vem perdendo espaço nos clubs e festas, em detrimento de um som mais 'comercial'. Drum´n bass então.... passa longe.
Opa, mas como assim?! Simples, mudou o público, mudou a mentalidade dos donos de clubs e agências, eles perceberam pra onde está migrando o dinheiro. Tudo na vida é cíclico, gerações vêm e vão. Acho que a crescente participação das grandes empresas nos últimos anos, dando nome ou patrocinando festas, ajudou, ainda que inconscientemente, a condução deste público a formatos mais "caretas'; uma vez que, durante o mesmo tempo, cresceu na paralela o arrocho das autoridades sobre as festas independentes (raves), delimitando horários, impondo regras e condições. Seguindo este raciocínio (mero exercício especulativo), sonoridades que não se adequem a esta ordem, que não sejam 'sociais', vem sendo deixadas de lado. As grandes empresas não querem linkar seus nomes a eventos lisérgicos ou hard core. E como só se vê evento da marca A ou B hoje em dia, entende-se o perfil atual do público.
As raves tiveram uma importância histórica na constituição dos núcleos, formando grandes djs, apresentando ao público toda a diversidade que marcava a cena eletrônica da época; elas ajudaram a pavimentar todo o caminho até aqui. Infelizmente caíram na marginalidade. Mas que fazem falta, isso faz.
Se, por um lado, mudou o "ambiente de negócios" da e-music, por outro, mudou o público. Tomemos como exemplo a geração 'Bunker', aquelas testemunhas do nascimento e explosão da música eletrônica, lá pelo meio dos anos 90. Aquela galera que quicava ao som de Marky, Patife, Murphy, Ricardinho NS, Maurício Lopes (dos tempos de Cubik), Sven Vath (que lotava pistas por aqui) e outros tantos. Estão todos hoje, como eu, na casa dos 35, ou mais. Nem todos permanecem ativos na "naite", aliás quase ninguém. A não ser que você seja um profissional ligado a atividades alternativas, como moda, música, produção, etc, a regra é casar, ter filhos e ficar devagar, devagarinho, com o bpm lá embaixo. Os poucos que restaram renderam-se ao hype da Moo (indiscutivelmente uma das melhores festas já realizadas no Rio, que fique bem claro), primeiro na onda minimal, e depois na onda space disco. Pronto, morria ali qualquer chance de sobrevivência do techno, electro e afins.
A geração que se seguiu poderia manter a 'chama" acesa? Sim, poderia, mas percebo neles uma atitude, vamos dizer, mais conservadora em relação a música eletrônica e isso, obviamente, se reflete no som que gostam de ouvir. É uma geração que, graças aos excessos cometidos pela geração anterior (e que ajudou queimar o filme da e-music junto à opinião pública, zeloza por seus filhotes), parece se satisfazer com algumas doses de Wiborowa com Red Bull. Curtem aquele electro-house pop charola de David Guetta e similares como se não houvesse amanhã. O que pra mim é dance music, para a massa é "eletrônico, uhu!". Percebendo o cenário atual, os donos de clubs e festas vêm montando suas grades com essa pegada, fazendo com que djs de uma linha mais conceitual, mais fiéis às suas bandeiras, venham tendo que rebolar pra continuarem tocando; ou seja, adaptar seus sets a esta nova ordem, ou pelo menos, montarem sets alternativos aos seus trabalhos de origem.
Como dj, acho o seguinte: é deplorável, sob o ponto de vista artístico, você ter que se submeter a este tipo de coisa pra continuar tocando. Como já filosofava o Juarez Soares: 'Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa". O Murphy tem um set pro Clash e outro pra Nuth. Outra coisa completamentre diferente seria ouvir a Kammy tocando "Love Generation", só pra faturar algum. E o que mais tem é dj assim. Tô fora. Às vezes, nesta busca por espaço, pode até encontrar outras coisas com as quais também se identifica. É mais difícil, mas pode acontecer.
De tudo isso, algumas certezas:
1. O house atravessa gerações, passa incólume por qualquer tipo de ciclo que se estabeleça.
2. A cena gay não está nem aí pra crise. Assim como o funk carioca, não precisa estar na midia pra sobreviver. Tem causa e mundo próprio, é e sempre será fiel à bandeira house. Estes, pelo menos, não ficam pulando de galho em galho pra descolar uma gig.
3 - O Rio não tem mais cena, daquelas que se constróem no dia a dia dos clubs e inferninhos; tem sim uma avalanche de festas ao longo do ano, o que é bem diferente.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Hoje tem
Quem quiser chegar e pagar uma merrequinha, só R$ 15 pratas, mande um email para festahigh00@gmail.com
A HIGH é uma festinha da turma da Tropical Beats e convidados. Vale a pena chegar.
SEE YA!
domingo, 16 de agosto de 2009
Rio 2016
No próximo dia 2 de outubro será escolhida a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Pela primeira vez estamos realmente no páreo, mas não consigo ficar 100% amarradão com a idéia. Não porque os Jogos não sejam formidáveis, pela babel de atletas e visitantes do mundo inteiro, mas sim porque não fazemos por merecer tamanha graça.
Sou da opinião que sediar uma Olimpíada ou uma Copa do Mundo deveria ser um prêmio àqueles países que demonstram respeito aos seus cidadãos, aos seus direitos básicos, ao meio ambiente. Só então, resolvidas suas questões mais urgentes, é que certos países poderiam se candidatar a alguma coisa.
No caso específico do Brasil, esses grandes eventos são sempre usados como moeda de troca para as grandes transformações urbanas e sociais que tanto sonhamos. É uma chantagem com o povo em troca de apoio. Como carioca, já fico com os dois pés atrás depois do que vi nos Jogos Panamericanos: promessa de metrô, promessa de despoluição das lagoas, promessas, promessas e mais promessas. No final das contas, o 'legado do Pan' foi a conta bancária do Cesar Maia, Carlos Nuzman e mais meia dúzia. Lamentável.
Como disse, temos chances reais de levar: Toquio, Madri e Chicago estão caidinhas com a crise, Lula "é o cara", nunca houve Jogos na América do Sul... enfim, está tudo inacreditavelmente conspirando a favor. E, se levarmos mesmo, o Lula vai botar essa na conta dele com certeza, aguardem.
É isso, Rio 2016! Vejam se o video confere com a realidade. O que uma boa direção e bons recursos técnicos não fazem!
sábado, 15 de agosto de 2009
Procura-se uma religião
Já me diverti horrores em casamento de judeu (se tem uma coisa deliciosamente divertida é casamento de judeu), já troquei uma prosa com autoridades budistas, mas ainda não tive a chance de entrar numa Mesquita.
Não me considero de uma religião apenas, mas de várias. Talvez por minha natureza, sempre me interessei em questionar o real sentido da fé das pessoas, suas crenças e convicções. Isso às vezes soou como ateísmo para minha família, mas tudo não passou de um mal entendido. Na verdade, não conseguia me fazer entender. Escrever é bem mais fácil.
Neste exercício, procuro situar o homem numa escala temporal. Com pouco mais de 50.000 anos desde o surgimento dos primeiros "homo sapiens", vamos concordar que somos uns cocôzinhos se comparados com a idade da Terra, uma senhora de 4 bilhões de anos.
As origens do pensamento religioso remotam à uma época em que o medo das forças naturais levava o Homem a crêr em divindades, forças misteriosas, sobrenaturais, com o poder de dirigir a natureza. Os gregos acreditavam no Deus Sol; já os egípcios mumificavam seus mortos, acreditando na vida após a morte. De certa forma esta crença ainda permanece viva em tribos africanas e indígenas mas, tratando das religiões dominantes do mundo atual (islamismo, cristianismo, budismo), o que temos são personificações dos deuses, do Criador, do líder máximo, do Salvador. Pode ser Jesus, Maomé ou Buda, mas se somos todos habitantes do mesmo planeta, o que está por cima disso tudo? O amor? A honestidade? O respeito ao próximo? É para este plano que tento apontar minha luneta, ao perceber o quão primitivos ainda somos como raça humana. O Homem tem uma necessidade patológica de projetar suas preces para uma imagem com nome e forma definidas. Como disse lá em cima, não sou católico praticante, mas me confortou bastante, por exemplo, entrar e rezar regularmente numa pequena igreja que tem ali no centro da cidade, na época da primeira Rio Music Conference. Estava numa época cheio de dúvidas, inseguranças e angústias. Nos momentos ali, ficava em absoluta paz interior projetando meu pensamento para uma imagem divina que criava na minha cabeça. E aquilo me ajudou muito. A questão aqui não é PRA QUEM você reza e sim a força mental usada para rezar. Quando rezamos, estamos levando nossos pedidos a um outro plano astral e é justamente ESTA FORÇA que ainda desconhecemos ou pouco exploramos.
Você pode ser católico, judeu, evangélico, macumbeiro, protestante, budista, santo daime, rastafari, muçulmano ou mesmo não ser nada, mas há certas leis que são universais: nunca sacaneie ninguém, ame seus filhos e seus pais, seja fiel aos seus amigos, trate a todos com respeito e humildade, seja correto e honesto, seja justo. Agindo assim, o universo conspira a favor. Quebre estas regras e nem uma joint venture entre Jesus, Maomé e Buda dá jeito. Isso vale principalmente para aqueles tipinhos que nunca adiantaram ninguém, fizeram merda pra c... a vida inteira, e que de repente "encontram Jesus", como se o karma já não estivesse encomendado.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Pra Relaxar
Bob é eterno, é planetário, é cósmico e espiritual.
JAH RASTAFARI!
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Figa
Se Marina Silva confirmar sua filiação ao PV, e posteriormente, sua candidatura a presidência, disputará o voto do eleitorado feminino e também da esquerda decepcionada com Lula e o PT.
Já Lina Vieira, se conseguir provar a tal reunião em que Estela pede pra "agilizar" a auditoria sobre a família Sarney, pode dar a munição que essa (opaca) oposição tanto precisa. O problema é que a oposição é tão fraca que é capaz de receber uma bomba e transformá-la em estalinho.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Anderson, o mito
Há momentos no esporte onde vão-se as estrelas e nascem os mitos. O último sábado, na 101º edição o UFC, nos presenteou com um desses momentos.quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Rest in Peace
Rest in Peace
Filhos da P%$¨&
Já Andrade, tal qual 99% dos técnicos, que pensam primeiro na manutenção do emprego, dá-se por satisfeito com o empate, saca um meia atacante (Fierro), pra botar mais um cabeça de área (Lenon). Resultado, trouxe o time do Goiás (que estava assustado, acuado) pro nosso campo, e deu a vitória de presente, consagrando aquele marginal do Leo Lima. Andrade, ou qualquer outro técnico que dirija o Flamengo, tem que entender o seguinte: não lhes é dado o direito de agir pra segurar empate, ou perder de pouco. O compromisso histórico do Flamengo é com a vitória, sempre, seja aonde for, na casa de quem for. São por mentalidades assim que já estamos numa fila de 17 anos sem um título brasileiro.
A nossa defesa está uma m#$%¨, são limitados tecnicamente, mal posicionados e treinados. Não dá pra jogar essa responsa sobre o Ronaldo Angelim, ele jogava bem porque era o operário do Fabio Luciano. Ele precisa de um parceiro de zaga melhor e mais experiente do que ele pra render.
Esse time, com os desgastados Juan e Leo Moura, com o bobalóide Bruno, com a falta de comprometimento com o título, já virou o fio. Infelizmente vamos seguir de empates aqui e ali, amargas derrotas e escassas vitórias. Não nos iludamos, daqui pra frente ficaremos ali, naquela parte insossa da tabela, entre o 8º e o 15º lugar. Fui


